Compras coletivas. Dicas para não cair em ciladas

A crescente adesão aos sites de compra coletiva, como o Groupon e o Peixeurbano, entre outros, se tornou febre no país. Nas duas últimas semanas recebemos nada menos que 10 solicitações de orçamento para desenvolver sites com o mesmo intuito.

compra-coletiva

Mas, afinal, como funcionam? Os administradores do site ou a equipe de negócios procuram fazer parcerias estratégicas com grandes empresas com a finalidade de alavancar visitações para o site através de promoções imperdíveis como descontos em estéticas de até 80%, produtos e serviços que acabam saindo menos da metade do preço do que o praticado no mercado. O sistema não é novo, sua aplicação para pessoas físicas é que foi a grande sacada; grandes empresas de varejo, por exemplo, há muitos anos fazem compras coletivas com outras redes, muitas vezes concorrentes pelo mesmo nicho de mercado, barateando o preço unitário. É como se dez supermercados quisessem comprar, cada um, dez unidades de sabonetes a um preço X, ou seja, uma compra de 100 unidades. O preço negociado diretamente com o fabricante sairia Y por cento mais barato por causa da quantidade do produto.
Os sites de compras coletivas têm o mesmo intuito; normalmente oferecem uma grande oferta por dia com determinadas regras, tais como apenas se 100 pessoas comprarem e a validade do serviço é até 2012; enfim, as regras variam conforme o produto/serviço.

Divulgado entre redes sociais (Orkut, facebook, twitter etc.) e também no boca a boca, ninguém quer perder a oportunidade; os sites oferecem descontos exclusivos em restaurantes, clínicas, cinemas, teatros, roupas, motéis, acessórios… Eles também são um ótimo negócio para as marcas e estabelecimentos, que podem oferecer serviços e produtos a preços irresistíveis, sem precisar investir grandes quantias em publicidade ou propaganda. Até o final deste ano, o segmento deve alcançar a marca de oito milhões de usuários cadastrados.
Em junho, o faturamento dessas páginas foi de R$ 1 milhão; em julho, R$ 4 milhões; seguidos de R$ 6 milhões em agosto. Para 2011, a previsão é de que o setor fature entre 30 e 50 milhões de reais.

Este modelo de negócio conquistou milhões de internautas. Mas o consumidor, que fica eufórico com tantas promoções, acaba atacado pela febre do consumismo e só vê pela frente o que vai economizar, mas não pensa se realmente ele precisaria daquilo. O famoso De Por até hoje aguça o instinto consumista dentro de nós.

Agora veja algumas dicas para não comprar e não levar:
1) Ao fazer o login no site, verifique se há o cadeado de segurança no navegador, e nunca compre oferta anunciada por e-mail spam;
2) Pesquise opiniões de amigos que já usaram o serviço ou busque informações com outros usuários antes de efetuar a compra. Atenção, o seu melhor amigo e mais fiel é o Google, “google” maiores informações sobre a empresa, o produto e principalmente se o site em questão não tem muitas reclamações. O Google é mestre em te responder isto e, graças às redes sociais, todos os que tiveram tanto problema quanto os que gostaram acabam publicando suas experiências que nos servem de referência;
3) Leia atentamente e imprima o termo de uso do site. Informe-se também sobre a política de privacidade dele;
4) Verifique o prazo de validade do cupom do serviço comprado e se há alguma condição especial de uso (dia da semana ou horário específico, número máximo de participantes da promoção etc). Os prazos são essenciais para se verificar o serviço comprado. Outro dia uma amiga comprou uma limpeza de pele e tudo mais com o intuito de usufruir do serviço antes de um casamento que iria; moral da história, só conseguiu agendar a limpeza para fevereiro de 2011.
5) Cuidado com o que compra, dificilmente os sites lhe remuneram em grana uma compra que não atingiu o limite mínimo; normalmente eles dão cupom de desconto ou vale dentro do próprio sistema, obrigando você a gastar ali mesmo seu dinheiro.

Seguindo estes passos e comprando apenas o que realmente é útil, você utilizará os milagrosos poderes da web sem se tornar uma vítima e ficar frustrado com tudo que é virtual.

Fonte: Revista ZN – Ed. 109 – Novembro 2010

Uma resposta

  1. Fabio Santos Disse:

    ótimas dicas

    já aderi ao sistema de compras coletivas e costumo comprar no Save Me bem confiável esse site.

    até

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