
Desde o Windows 98, a cada versão a Microsoft se supera em incompetência, precisando sempre sair um Service Pack para tentar amenizar o problema do Windows em questão.
Foi assim com o Windows ME (Milenium Edition, que também era alusão ao pronome “meu”, para dizer que era um Windows bem pessoal); o sistema nunca emplacou e vivia travando o runapp.exe quando entrava na internet.
Então veio o 2000 que, por um bom tempo, foi o “menos pior” de todos. O XP nasceu tumultuado, com muitos programas antigos não funcionando, impressoras e scanners antigos não eram reconhecidos, enfim, muitas incompatibilidades, até surgir o Service Pack 1 que melhorou bastante e assim foi até o SP3 e último, que deixou o Windows bem estável.
Então a Microsoft, com saudades de fracassos, lançou o Windows Vista que deixava qualquer PC Ferrari parecendo uma carroça dos anos 90. Alterações em todo o sistema e na interface maquiaram a incompetência do sistema pesado e com muitos problemas de compatibilidade.
Tentaram de tudo para emplacar versões baratas, contrato de exclusividade com os fabricantes de drivers para não disponibilizar versão para o XP e obrigar os novos pcs a ficar com o Vista. Mas no último ano o que mais fiz foi tirar Vista e colocar XP em notebooks e pcs desktop.
Até que caiu a ficha e resolveram fazer a nova versão que antes era planejada para 2011. E, pela primeira vez nestes meus 19 anos de vivência no mundo digital, um Windows saiu estável e bastante compatível com peças e programas antigos.
Sempre aconselho meus clientes a esperar o sistema operacional ficar maduro antes de migrar e agora, com o Windows 7, ele parece que nasceu adolescente. Não que esteja perfeito, afinal é Microsoft e as únicas coisas perfeitas que eles fazem são os teclados e mouses.
Agora as perguntas que você deve fazer antes de colocar o Windows 7:
- Eu uso o Vista. Devo atualizar? Imediatamente.
- Estou usando o XP no meu PC. Devo atualizar? Primeiro, nunca troque um Windows apenas para ficar “atualizado”; se o seu XP faz tudo que precisa, para que se arriscar a ter dor de cabeça? Quando perceber falta de programas que só funcionam no W7, está na hora de começar a pensar na atualização.
- Meu PC aguenta? Em geral o W7 é aconselhado em um processador com no mínimo 1Ghz de processamento, 1Gb de memória RAM e 16Gb de espaço em disco. Uma boa placa de vídeo auxilia nos recursos de interface como transparências e animações nas janelas.
- Qual versão devo escolher? As versões SE, ou comumente conhecidas como Standart Edition devem ser evitadas, pois são extremamente limitadas e vieram para o mercado apenas para concorrer com o Linux que já vinha pré-instalado em muitos pcs vendidos atualmente.
Quanto às demais, dependerá do uso de seu computador, recursos de rede, entre outros, mas a versão Home é a mais indicada para uso doméstico. A versão Ultimate é a mais completa e obviamente mais onerosa para o bolso.
O que se deve levar em consideração também é a versão 32bits e 64bits, que representam muita diferença em velocidade e possibilidade de expansão.
A versão 32bits é limitada até 3,25Gb de memória RAM; esta limitação não é do Windows e sim da arquitetura de 32bits, o Vista 32bits até mostra que o PC tem mais memória que isto, contudo só irá utilizar 3,25Gb, que é o máximo que a arquitetura de 32bits consegue endereçar.
Então a regra é simples: tem mais que 3 gigabytes de memória, usar 64bits ou não vai aproveitar. Outro fator que deve ser observado é o processador e placa mãe que utiliza, eles precisam ser compatíveis com 64bits ou não poderá utilizar a versão de 64bits.
Todos os computadores bi-processados ou superiores são compatíveis (Core2Duo, AMD X2 ou superiores).
Os softwares a serem instalados, se forem versão 64bits, vão utilizar 100% do novo sistema; do contrário, será limitado aos 32bits.
A era 64bits está começando realmente em 2010 para nós, simples mortais do mundo digital, mas a tendência é que até 2011 tudo seja 64bits, então precisamos estar preparados. –
Fonte: Revista ZN – Ed. 101 – Março 2010





